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Roteiro de estudos História e Língua Portuguesa 8º Ano

Unidade temática: O mundo contemporâneo: o Antigo Regime em crise.
Objeto(s) de conhecimento: Rebeliões na América portuguesa: as conjurações mineira e baiana.
Habilidades: (EF08HI05) Explicar os movimentos e as rebeliões da América portuguesa, articulando as temáticas locais e suas interfaces com processos ocorridos na Europa e nas Américas.

Homenagem a Zumbi dos Palmares

Angola terra dos meus ancestrais, Angola Angola êêê terra dos meus ancestrais, Angola De onde veio à capoeira angola Do toque do berimbau, Angola E vivia no Quilombo O valente rei Zumbi Guerreiro de muitas lutas Por seu povo sofredor Foi general de batalha Sem patente militar Inteligência e coragem Não lhe podiam faltar Ele nasceu no Quilombo Porém foi aprisionado Criado por Padre Antônio Francisco foi batizado Aprendeu língua de branco Mas não se subordinou Dentro dele era mais forte O seu “eu” de lutador Fugindo para Palmares Ganga Zumba o recebeu O Quilombo estava em festa Viva Zumbi Ganga o rei Foi quando tudo mudou Até vir a traição Mataram
Zumbi guerreiro Sem nenhuma compaixão Seu nome será lembrado Para sempre na história Força de espírito presente Não nos saia da memória Iê, viva meu Deus Iê, viva Zumbi. Iê, viva meu Mestre.
Iê, a capoeira. Iê, viva Deus do céu. Iê,salve a Bahia. Disponível
em:<https://www.letras.mus.br/abada-capoeira/172122 7/>
Responda em seu caderno :

1-Qual relação foi estabelecida na letra entre Ganga Zumba e Zumbi?
2-O que é um quilombo?
3- Quem foi Zumbi ?

Atividade de Língua Portuguesa

ATIVIDADE 1 (EF08LP01C/EF08LP03A)
MEU IDEAL SERIA ESCREVER… – Rubem Braga
Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está
naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse – “ai meu Deus, que história mais engraçada!” E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa (que não sai de casa), enlutada (profundamente triste), doente. Que ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria – “mas essa história é mesmo muito engraçada!”
Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, o marido bastante aborrecido
com a mulher, a mulher bastante irritada como o marido, que esse casal também fosse
atingido pela minha história. O marido a leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação da mulher. Mas depois que esta, apesar de sua má-vontade, tomasse conhecimento da história, ela também risse muito, e ficassem os dois rindo sem poder olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo aquele riso do outro, se lembrasse do alegre tempo de namoro, e reencontrassem os dois a alegria perdida de estarem juntos.
Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera, a minha história
chegasse – e tão fascinante de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que todos
limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário ((autoridade policial) do distrito (divisão territorial em que se exerce autoridade administrativa, judicial, fiscal ou policial), depois de ler minha história, mandasse soltar aqueles bêbados e também aquelas pobres mulheres colhidas na calçada e lhes dissesse – “por favor, se comportem, que diabo!
Eu não gosto de prender ninguém!” E que assim todos tratassem melhor seus empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história.
E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e fosse contada de mil maneiras, e
fosse atribuída a um persa(habitante da antiga Pérsia, atual Irã), na Nigéria (país da África), a um australiano, em Dublin (capital da Irlanda), a um japonês, em Chicago – mas que em todas as línguas ela guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto surpreendente; e que no fundo de uma aldeia da China, um chinês muito pobre, muito sábio e muito velho dissesse: “Nunca ouvi uma história assim tão engraçada e tão boa em toda a minha vida; valeu a pena ter vivido até hoje para ouvi-la; essa história não pode ter sido inventada por nenhum homem, foi com certeza algum anjo tagarela que a contou aos ouvidos de um santo que dormia, e que ele pensou que já estivesse morto; sim, deve ser uma história do céu que se filtrou (introduziu-se lentamente em) por acaso até nosso conhecimento; é divina.”

E quando todos me perguntassem – “mas de onde é que você tirou essa história?”
– eu responderia que ela não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um desconhecido que a contava a outro desconhecido, e que por sinal começara a contar assim: “Ontem ouvi um sujeito contar uma história…”
E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu inventei toda a minha
história em um só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça que está doente, quesempre está doente e sempre está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro.


01) Por que o autor deseja escrever uma história engraçada?


02) Por que ele diz que a moça tem uma casa cinzenta, e não verde, azul ou amarela?


03) Ao descrever um raio de sol, o autor lhe atribui características que, de certa forma, se opõem às da moça. Cite algumas dessas características opostas.


04) Como você interpretaria a oração “que todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria”?


05) O autor sonha em tornar mais felizes e sensíveis apenas as pessoas de seu país?
Justifique.


06) Relacione as colunas conforme as reações das pessoas diante da história:
(a) moça triste ( ) libertaria os detentos, dizendo-lhes para se
comportarem, pois não gostava de prender ninguém
(b) amigas da moça triste ( ) sentir-se-ia tão feliz que se lembraria do alegre tempo
de namoro
(c) casal mal-humorado ( ) ficariam espantadas com a alegria repentina da moça
(d) comissário do distrito ( ) concluiria que teria valido a pena viver tanto, só para
ouvir uma história tão engraçada
(e) sábio chinês ( ) ficaria feliz e contaria a história para a cozinheira e as
amigas


07) Por que o autor não contaria aos outros que havia inventado a história engraçada para alegrar a moça triste e doente? Copie a alternativa correta:
(a) porque, na verdade, a moça triste não existia
(b) por que ele mesmo não achava a história engraçada
(c) por modéstia e humildade
(d) porque não acreditariam que ele fosse capaz de inventar aquela história


08) Afinal, que história Rubem Braga inventou para alegrar e comover tantas pessoas?

09) Na sua opinião, o que mais sensibiliza as pessoas: histórias engraçadas ou dramáticas? Justifique.

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