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ROTEIRO DE ATIVIDADES DE HISTÓRIA E ARTE 9º ANO

ARTE

MOMENTO 1– RODA DA CONVERSA: Contextualização do assunto

Olá, alunos! No roteiro passado conhecemos a origem do teatro. Agora, vamos estudar alguns tópicos que fazem  parte desse tema.

Cenário: elemento que, muitas vezes, também compõe a coreografia. e aparece no decorrer de todo o trabalho de experimentação, no jogo, nas brincadeiras.

Iluminação: a Iluminação cênica, ou iluminação teatral, é o conjunto de luzes que, nas apresentações, tem a função de elaborar efeitos artísticos.

Espaço de apresentação: espaço definido em função de uma encenação, que pode ser coreográfica ou teatral.

Coreografia, figurino, trilhas sonoras.

MOMENTO 2– TEATRO

A palavra “teatro” vem do grego Theatron e significa “panorama (lugar de onde se vê), lugar onde as pessoas estão juntas para assistir um espetáculo artístico”.

Desde as antigas civilizações, já temos registro da existência do teatro, que já era um local onde se faziam encenações e danças nas quais se acreditava poder controlar o divino e as forças sobrenaturais, para

assim, manipular eventos da natureza, como chuvas, colheitas e farturas.

Teatro

Texto autoral da professora Fernanda.

O teatro é uma das artes mais completas, pois o ator, quando entra na peça, pode encenar

vários personagens e representar uma gama de emoções, provocando reações diversas no público.

                                           FORMAS DE ESPETÁCULOS TEATRAIS

Teatro de bonecos: existem os  marionetes ou títeres, que são bonecos presos por fios, varetas e controlados pelas mãos.

Teatro de sombras: de origem chinesa, projeta-se a sombra das mãos, de pessoas e de figuras recortadas em uma parede ou em tecido com uma fonte de luz.

Mímica: apresentação em que o ator não utiliza a voz, devendo transmitir os sentimentos e os pensamentos por meio de gestos e expressões corporais e faciais.

Teatro de máscaras: surgiu com os gregos, que utilizavam máscaras para representar deuses e heróis. Nos dias atuais, muitas culturas utilizam-nas em suas apresentações.

Teatro convencional: usa situações para contar uma história da vida real.

Musical: a música conta a história. São comuns a ópera, o drama cantado e a opereta, que também é cantada. Existem também musicais que usam da MPB ao rap e até instrumentos feitos com sucata e objetos comuns, como rodos, vassouras, além do corpo humano.

Circo: espetáculo representado por artistas como acrobatas, malabaristas, ilusionistas, palhaços, equilibristas, contorcionistas, geralmente alegres e atléticos.

MOMENTO 3 – APRECIAÇÃO

Acesse: https://www.youtube.com/watch

Piratas de Galochas. Projeto Refugiados de Galochas, 2016. Licença Creative Commons.

Teatro A – Piratas de galocha

MOMENTO 4 – QUESTÕES DISSERTATIVA (Registrar no caderno de desenho ou  caderno com linhas)

  1. Você costuma assistir a espetáculos de teatro? Onde? Na internet, na TV, ao vivo?
  • Para você, o que é teatro contemporâneo, quais elementos o compõem?
  • Sobre a apreciação sugerida, comente suas impressões.

Faça uma pesquisa de um grupo teatral da sua cidade ou região, comente sobre quem são? Onde se apresentam? 

HISTÓRIA

ATIVIDADES PROPOSTAS

1º Momento: Analise de imagem
2º Momento: Apresente o texto, imagens, tabelas…
3º Momento: Podem ser as questões objetivas ou de reflexão e etc.

Imigração no Brasil
O processo de imigração no Brasil intensificou-se a partir de 1808, quando um número
expressivo de imigrantes europeus chegou ao país.

A marca da imigração no Brasil pode ser percebida especialmente na cultura e na
economia das duas mais ricas regiões brasileiras: Sudeste e Sul.
A colonização foi o objetivo inicial da imigração no Brasil, visando ao povoamento e
à exploração da terra por meio de atividades agrárias. A criação das colônias
estimulou o trabalho rural. Deve-se aos imigrantes a implantação de novas e
melhores técnicas agrícolas, como a rotação de culturas, assim como o hábito de
consumir mais legumes e verduras. A influência cultural do imigrante também é
notável.


História
A imigração teve início no Brasil a partir de 1530, quando começou a estabelecer-se
um sistema relativamente organizado de ocupação e exploração da nova terra. A
tendência acentuou-se a partir de 1534, quando o território foi dividido em
capitanias hereditárias e se formaram núcleos sociais importantes em São Vicente e
Pernambuco. Foi um movimento ao mesmo tempo colonizador e povoador, pois
contribuiu para formar a população que se tornaria brasileira, sobretudo num
processo de miscigenação que incorporou portugueses, negros e indígenas.


Imigração portuguesa
A criação do governo-geral em 1549 atraiu muitos portugueses para a Bahia. A
partir de então, a migração tornou-se mais constante. O movimento de
portugueses para o Brasil foi relativamente pequeno no século XVI, mas cresceu
durante os cem anos seguintes e atingiu cifras expressivas no século XVIII. Embora
o Brasil fosse, no período, um domínio de Portugal, esse processo tinha, na
realidade, sentido de imigração.
A descoberta de minas de ouro e de diamantes em Minas Gerais foi o grande fator
de atração migratória. Calcula-se que nos primeiros cinquenta anos do século XVIII
entraram só em Minas, mais de 900.000 pessoas. No mesmo século, registra-se
outro movimento migratório: o de açorianos para Santa Catarina, Rio Grande do Sul
e Amazônia, estados em que fundaram núcleos que mais tarde se tornaram cidades
prósperas.
Os colonos, nos primeiros tempos, estabeleceram contato com uma população
indígena em constante nomadismo. Os portugueses, embora possuidores de
conhecimentos técnicos mais avançados, tiveram que aceitar numerosos valores
indígenas indispensáveis à adaptação ao novo meio. O legado indígena tornou-se
um elemento da formação do brasileiro. A nova cultura incorporou o banho de rio,
o uso da mandioca na alimentação, cestos de fibras vegetais e um numeroso
vocabulário nativo, principalmente tupi, associado às coisas da terra: na toponímia,
nos vegetais e na fauna, por exemplo. As populações indígenas não participaram
inteiramente, porém, do processo de agricultura sedentária implantado, pois seu
padrão de economia envolvia a constante mudança de um lugar para outro. Daí
haver o colono recorrido à mão de obra africana.


Elemento africano
Surgiu assim o terceiro grupo importante que participaria da formação da
população brasileira: o negro africano. É impossível precisar o número de escravos
trazidos durante o período do tráfico negreiro, do século XVI ao XIX, mas admite-se
que foram cerca de 4 milhões de negros trazidos da África para serem escravizados.
O negro africano contribuiu para o desenvolvimento populacional e econômico do
Brasil e tornou-se, pela mestiçagem, parte inseparável de seu povo. Os africanos
espalharam-se por todo o território brasileiro, em engenhos de açúcar, fazendas de
criação, arraiais de mineração, sítios extrativos, plantações de algodão, fazendas de
café e áreas urbanas. Sua presença projetou-se em toda a formação humana e
cultural do Brasil com técnicas de trabalho, música e danças, práticas religiosas,
alimentação e vestimentas.


Espanhóis, franceses, judeus
A entrada de estrangeiros no Brasil era proibida pela legislação portuguesa no
período colonial, mas isso não impediu que chegassem espanhóis entre 1580 e
1640, quando as duas coroas estiveram unidas; judeus (originários, sobretudo da
península ibérica), ingleses, franceses e holandeses. Esporadicamente, viajavam
para o Brasil cientistas, missionários, navegantes e piratas ingleses, italianos ou
alemães.


Imigração no século XIX
A imigração propriamente dita verificou-se a partir de 1808, vésperas da
independência, quando instalou-se um permanente fluxo de europeus para o Brasil,
que se acentuou com a fundação da colônia de Nova Friburgo, na província do Rio
de Janeiro, em 1818, e a de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, em 1824. Dois mil
suíços e mil alemães radicaram-se no Brasil nessa época, incentivados pela abertura
dos portos às nações amigas. Outras tentativas de assentar irlandeses e alemães,
especialmente no Nordeste, fracassaram completamente. Apesar de autorizada a
concessão de terras a estrangeiros, o latifúndio impedia a implantação da pequena
propriedade rural e a escravidão obstaculizava o trabalho livre assalariado.
Na caracterização do processo de imigração no Brasil encontram-se três períodos
que correspondem respectivamente ao auge, ao declínio e à extinção da
escravidão.
O primeiro período vai de 1808, quando era livre a importação de africanos, até
1850, quando decretou-se a proibição do tráfico. De 1850 a 1888, o segundo
período é marcado por medidas progressivas de extinção da escravatura (Lei do
Ventre Livre, Lei dos Sexagenários, alforrias e, finalmente, a Lei Áurea), em
decorrência do que as correntes migratórias passaram a se dirigir para o Brasil,
sobretudo para as áreas onde era menos importante o braço escravo. O terceiro
período, que durou até meados do século XX, começou em 1888, quando, extinta a
escravidão, o trabalho livre ganhou expressão social e a imigração cresceu
notavelmente, de preferência para o Sul, mas também em São Paulo, onde até
então a lavoura cafeeira se baseava no trabalho escravo.
Após a abolição, em apenas dez anos (de 1890 a 1900) entraram no Brasil mais de
1,4 milhão de imigrantes, o dobro do número de entradas nos oitenta anos
anteriores (1808-1888).
Acentua-se também a diversificação por nacionalidades das correntes migratórias,
fato que já ocorria nos últimos anos do período anterior. No século XX, o fluxo
migratório apresentou irregularidades, em decorrência de fatores externos — as
duas guerras mundiais, a recuperação europeia no pós-guerra, a crise nipônica — e,
igualmente, devido a fatores internos. No começo do século XX, por exemplo,
assinalou-se em São Paulo uma saída de imigrantes, sobretudo italianos, para a
Argentina. Na mesma época verifica-se o início da imigração nipônica, que
alcançaria, em cinquenta anos, grande significação. No recenseamento de 1950, os
japoneses constituíam a quarta colônia no Brasil em número de imigrantes, com
10,6% dos estrangeiros recenseados.
Distinguem-se dois tipos de distribuição do imigrante no país, com efeitos nos
processos de assimilação. Pode-se chamar o primeiro tipo de “concentração”, em
que os imigrantes se localizam em colônias, como no Rio Grande do Sul, Santa
Catarina e Paraná. Nesse caso, os imigrantes não mantêm contato, nos primeiros
tempos, com os nacionais, mas a aproximação ocorre à medida que a colonização
cresce e surge a necessidade de comercialização dos produtos da colônia. O
segundo tipo, que se pode chamar de “dispersão”, ocorreu nas fazendas de café de
São Paulo e nas cidades, principalmente Rio de Janeiro e São Paulo.
Nessas áreas, o imigrante, desde a chegada, mantinha-se em contato com a
população nacional, o que facilitava sua assimilação.
Os principais grupos de imigrantes no Brasil são portugueses, italianos, espanhóis,
alemães e japoneses, que representam mais de oitenta por cento do total. Até o
fim do século XX, os portugueses aparecem como grupo dominante, com mais de
trinta por cento, o que é natural, dada sua afinidade com a população brasileira.
São os italianos, em seguida, o grupo que tem maior participação no processo
migratório, com quase trinta por cento do total, concentrados, sobretudo no estado
de São Paulo, onde se encontra a maior colônia italiana do país. Seguem-se os
espanhóis, com mais de dez por cento, os alemães, com mais de cinco, e os
japoneses, com quase cinco por cento do total de imigrantes.


Contribuição do imigrante
No processo de urbanização, assinala-se a contribuição do imigrante, ora com a
transformação de antigos núcleos em cidades (São Leopoldo, Novo Hamburgo,
Caxias, Farroupilha, Itajaí, Brusque, Joinville, Santa Felicidade etc.), ora com sua
presença em atividades urbanas de comércio ou de serviços, com a venda
ambulante, nas ruas, como se deu em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Outras colônias fundadas em vários pontos do Brasil ao longo do século XIX se
transformaram em importantes centros urbanos. É o caso de Holambra SP, criada
pelos holandeses; de Blumenau SC, estabelecida por imigrantes alemães liderados
pelo médico Hermann Blumenau; e de Americana SP, originalmente formada por
confederados emigrados do sul dos Estados Unidos em consequência da guerra de
secessão. Imigrantes alemães se radicaram também em Minas Gerais, nos atuais
municípios de Teófilo Otoni e Juiz de Fora, e no Espírito Santo, onde hoje é o
município de Santa Teresa.
Em todas as colônias, ressalta igualmente o papel desempenhado pelo imigrante
como introdutor de técnicas e atividades que se difundiram em torno das colônias.
Ao imigrante devem-se ainda outras contribuições em diferentes setores da
atividade brasileira.
Uma das mais significativas apresenta-se no processo de industrialização dos
estados da região Sul do país, onde o artesanato rural nas colônias cresceu até
transformar-se em pequena ou média indústria. Em São Paulo e no Rio de Janeiro,
imigrantes enriquecidos contribuíram com a aplicação de capitais nos setores
produtivos.
A contribuição dos portugueses merece destaque especial, pois sua presença
constante assegurou a continuidade de valores que foram básicos na formação da
cultura brasileira.
Os franceses influíram nas artes, literatura, educação e nos hábitos sociais, além
dos jogos hoje incorporados à lúdica infantil. Especialmente em São Paulo, é grande
a influência dos italianos na arquitetura. A eles também se deve uma pronunciada
influência na culinária e nos costumes, estes traduzidos por uma herança na área
religiosa, musical e recreativa.
Os alemães contribuíram na indústria com várias atividades e, na agricultura,
trouxeram o cultivo do centeio e da alfafa. Os japoneses trouxeram a soja, bem
como a cultura e o uso de legumes e verduras. Os libaneses e outros árabes
divulgaram no Brasil sua rica culinária.

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